Uma mensagem enviada no domingo continha vários erros de português. Trechos como “persiguindo” (perseguindo), “precionando” (pressionando) e “respentem” (respeitem) levantaram suspeitas.
Minha irmã tem curso superior e fala três línguas diferentes. Ela sempre foi muito regrada com o português
Mônica Estivalet
Conteúdo supostamente escrito por Luciani dizia para a família deixá-la em paz. A mensagem cita que a corretora estava bem e que iria viajar para fora do país, onde encontraria uma amiga. Mônica, que mora no Rio Grande do Sul, entrou em contato com o irmão, que vive em Florianópolis, para acionar a polícia, relatando o que ocorreu. A polícia, então, passou a investigar o desaparecimento, diz a família.
Luciani foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, em Florianópolis, em 4 de março. De acordo com a família, citando rastreamento da Polícia Civil de Santa Catarina, o carro dela foi visto pela última vez às 2h de sábado (7) no norte da ilha. Depois, por volta das 4h, o veículo foi visto na Via Expressa. E, às 9h, entrando na Ponte Ivo Campos, em Florianópolis. O último local onde o veículo foi visto foi na cidade de São João Batista (a 80 km de Florianópolis).
Um corpo foi encontrado próximo de onde o carro foi visto pela última vez, diz a irmã. A família afirma que a polícia os informou sobre a localização de um corpo e que realizariam exames de DNA para verificar a identidade.
Polícia Civil de Santa Catarina diz que foi encontrado ontem um corpo em Major Gercino (a 106 km de Florianópolis). A investigação vai passar a ser feita pela Delegacia de Roubos e Antissequestro do Deic, “uma vez que há possível relação com o desaparecimento de Luciani Estivalet”, segundo nota da corporação.


